Difícil encontrar uma família cristã que não se reúna no domingo de Páscoa para comemorar a ressurreição de Jesus. Até mesmo quem é adepto de outras crenças participa da comemoração, troca ovos, faz aquele almoço para confraternizar com os seus. Mas pouca gente sabe que a data nem sempre celebrou o retorno de Cristo à vida. “Páscoa, do latim paschalis, deriva da palavra hebraica pessah, que significa passagem. Com este nome designamos a festa judaica da travessia pelo Mar Vermelho, quando o povo liderado por Moisés passou da escravidão do Egito para a liberdade na Terra Prometida”, explica o professor Fernando Altemeyer Jr., teólogo da PUC-SP. Segundo ele, a Páscoa cristã recebeu o nome da comemoração judaica porque a Paixão de Cristo aconteceu no início da festa dos judeus, que dura sete dias em Israel e oito em outros lugares. A cerimônia, conhecida como Ultima Ceia, teria sido um Sedei, o tradicional jantar realizado na véspera do início da Páscoa judaica. Com o passar dos anos, no entanto, as duas celebrações foram ocorrendo em datas diferentes. A Páscoa cristã é comemorada no primeiro domingo de lua cheia depois do dia 21 de março. Já as comemorações da Páscoa judaica têm início na primeira lua cheia do período. Agora que você já sabe mais sobre a história da Páscoa, Altemeyer explica o significado dos símbolos pascais:
proibido comer ovos, carne vermelha e doces durante o período da quaresma. Os ovos de Páscoa são, portanto, um símbolo festivo do fim da quarentena em que ficamos de regime. Lembram simbolicamente o ovo primitivo, do qual nasceu e originou-se o universo vivo. São sinônimo do Cristo, que ressurge das trevas da morte como o grande vencedor do mal e da finitude mortal dos humanos.


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