O PODER DA PRECE
Dona Neide, uma mulher muito pobre e sofrida, foi até um mercadinho perto de sua casa. Entrou e foi falar com o dono, conhecido naquele local, pelo seu jeito grosseiro de tratar as pessoas.
Ela explicou que o marido estava muito doente e, por isso, sem poder trabalhar. Porém, seus sete filhos precisavam se alimentar. Então pediu que o comerciante lhe vendesse alguns alimentos fiado.
O dono do armazém zombou de dona Neide e, irritado, pediu que ela saísse de seu mercado.
Mas, pensando nos filhos com fome e o marido fraco, quase morrendo em cima de uma cama, ela implorou :
- Por favor! Por Deus! eu prometo que pago assim que eu conseguir algum dinheiro!
Mas o comerciante não queria saber e disse que não venderia fiado.
Em pé, no balcão ao lado, um freguês, seu Amaral, que assistia a conversa entre os dois, se aproximou do dono do armazém e falou:
- O senhor pode dar tudo o que essa senhora necessita para levar para sua família, pois pagarei a conta.
O comerciante, insatisfeito, perguntou para dona Neide:
- A senhora tem uma lista de mantimentos?
E dona Neide disse que sim.
E o comerciante falou:
- Muito bem, coloque a sua lista na balança. O quanto ela pesar, eu lhe darei em mantimentos.
Dona Neide ficou indecisa por uns instantes. Mas enfiou a mão dentro da bolsa, pegou um pedaço de papel, escreveu alguma coisa e depois o colocou devagarinho na balança.
Dona Neide, o comerciante e seu Amaral, ficaram admirados quando o prato da balança com o papel, desceu e permaneceu embaixo.
Completamente espantado com o marcador da balança, o comerciante olhou para seu Amaral e comentou contrariado:
- Eu não posso acreditar!
Seu Amaral apenas sorriu.
O comerciante, então, começou a colocar os mantimentos no outro prato da balança.
Como a balança não equilibrava, o comerciante continuou colocando mais e mais mantimentos até não caber mais nada. Quase desistindo, ficou parado por uns instantes olhando para a balança, tentando compreender o que havia acontecido.
Ele não entendia como um pedaço de papel poderia pesar mais do que todos os mantimentos que colocava do outro lado da balança.
Finalmente, o comerciante pegou o pedaço de papel e ficou espantado, ao ver o que estava escrito. Não era uma lista de compras, mas uma oração que dizia:
- “Meu Deus, o senhor conhece as minhas necessidades e eu estou deixando isto em suas mãos…”
O comerciante, então, deu as mercadorias para dona Neide sem falar nada. Aquela pobre mulher agradeceu e foi embora muito feliz.
Seu Amaral, sorrindo, pagou a conta de dona Neide e disse:
- Valeu cada centavo!
Só mais tarde o comerciante reparou que a balança estava quebrada.
LIÇÃO DE VIDA:
O poder de uma prece é incalculável e somente DEUS sabe seu verdadeiro valor!!!
- Essa história é mais um exemplo de luta de uma mulher, pobre, sofredora. Mas uma mãe e esposa dedicada à sua família, que se humilhou para não deixar que os filhos e o marido doente, passassem fome.
Eu sei que existem muitas “donas Neides” que já viveram uma situação parecida com esta.
O meu carinho a todas elas… a todas as mulheres que lutam para colocar comida dentro de casa!!!


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