Emilia pertencia a uma família de classe média da Polônia, que sofria as consequências de uma prolongada guerra nacional. Fome e epidemias ameaçavam toda a população.
Desde pequena Emília vivia com problemas de saúde e não melhorava por causa das precárias condições de vida que levava. Era ainda muito jovem quando se casou com um operário e foi morar numa cidadezinha longe da família e amigos.
Pouco tempo depois nasceu seu primeiro filho, Edmundo, um garoto bonito, bom aluno, atleta e de personalidade forte.
Alguns anos mais tarde, Emilia deu à luz uma menina, que só sobreviveu poucas semanas, por causa das más condições de vida da família.
Aos 40 anos a vida de Emília continuava difícil e sua saúde só piorava : agora sofria dos rins e descobriu estar com problemas no coração.
Além disso, a situação política do seu país era cada vez mais crítica, pois foi muito afetado com a primeira guerra mundial, que finalmente tinha terminado. Portanto, Emília e sua família viviam com o necessário e com a incerteza e o medo de que acontecesse uma nova guerra.
Justamente nessas terríveis circunstâncias, ela descobriu que estava grávida novamente. E era uma gravidez de risco, devido a sua idade a saúde muito frágil.
O aborto era permitido em seu País, e apesar das dificuldades, não faltou quem se oferecesse para praticá-lo.
Emília, preocupada, pensava em sua difícil condição de vida e se perguntava: “ que mundo posso oferecer a esta criança? Uma vida miserável? Um povo em guerra?
E Emília nem imaginava que só lhe restavam dez anos de vida, por causa de seus problemas de saúde.
Tragicamente, também, Edmundo, o único irmão do bebê que esperava, viveria só mais dois anos.
Alguns anos mais tarde, aconteceria a segunda guerra mundial, e no ano de 1941, seu marido também perderia a vida.
Mesmo com tantas dificuldades que a assustavam, Emilia optou em ter seu filho, a quem chamou de Karol.
Ele foi o único sobrevivente da família.
Aos 21 anos, Karol ficou sem os pais e sem os irmãos.
E seguiu seu destino: exerceu o sacerdócio, tornou-se padre. Envelheceu, e se tornou o Papa João Paulo Segundo, o mais amado de todos. Ficou muito doente e não se cansava de dizer que “se sustentava pela força da oração do povo do mundo inteiro”.
LIÇÃO DE VIDA:
O instinto materno daquela mãe falou mais alto e, apesar dos problemas de saúde e da vida miserável que passou, ela fez a opção certa, a de deixar vir ao mundo o seu terceiro filho, que foi muito abençoado e amado pelo povo do mundo inteiro: Karol Wojtyla.
Graças a importante opção dessa mãe, tivemos a alegria de ter conhecido o nosso inesquecível Papa João Paulo Segundo.
É mais um exemplo de mãe, É mais um exemplo de amor de Mãe!!!


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