Todas as noites, Dulce, a mãe de Lucas, de 6 anos, o levava no colo até sua cama e beijava seu machucado. Então, ela se sentava ao lado do menino, pegava sua mão e carinhosamente dizia:
- Quando doer, aperte minha mão e vou dizer: “eu te amo!”
Era sempre assim. Lucas apertava a mão de sua mãe, e sem falhar uma só vez, ouvia:
- Filho, eu te amo!
Ás vezes, Lucas fingia ter se machucado só para levar um beijo da mãe e ouvi-la dizer, “eu te amo”.
Á medida que foi crescendo, aquele “ritual” mudou. Mas Dulce sempre encontrava um modo de diminuir a dor e aumentar a alegria em qualquer área da sua vida.
Mesmo numa época difícil, Dulce sempre tinha os chocolates preferidos do filho e os guardava para entregá-lo quando voltasse para casa.
Quando Lucas chegou aos 20 anos, Dulce deixava bilhetinhos amorosos em cima de seu travesseiro, quando ele chegava tarde em casa. E quando ele foi morar sozinho, lhe mandava lembrancinhas agradecendo as visitas que o filho lhe fazia.
Mas, a melhor lembrança de Lucas continuou sendo a da mãe segurando sua mão, quando ele ainda era pequenino, e repetindo:
- Quando doer, aperte a minha mão e vou dizer: “eu te amo!”
Lucas já estava com 30 anos, quando numa manhã, o pai telefonou para seu trabalho. Ele sentiu que algo sério estava acontecendo só pelo tom de voz do pai.
- Filho, tem alguma coisa errada com sua mãe. Já chamei o médico, mas por favor, venha o mais rápido que puder.
Quando Lucas chegou, seu pai andava de um lado para o outro na sala enquanto sua mãe estava deitada no quarto, olhos fechados e as mãos em cima do estômago.
Lucas, tentando parecer calmo, chamou:
- Mãe, mamãe! Estou aqui…
Dulce, com a voz fraca perguntou:
- É você, filho?
Lucas respondeu que sim. Ele não estava preparado para a próxima pergunta e, quando a ouviu, seu corpo congelou, sem saber o que responder. Dulce perguntou:
- Filho, eu vou morrer?
As lágrimas começavam a cair do rosto de Lucas enquanto olhava sua mãe querida deitada, tão desamparada.
Ao tentar descobrir o que responder, pensou: “o que mamãe me diria num momento desses?”
Demorou um pouco, esperando que as palavras viessem em sua mente e então respondeu para a mãe:
- Mamãe, não sei se você vai morrer, mas fique tranqüila, tudo acabará bem.
Em seguida apertou a mão da mãe e disse:
- “Eu te amo!”
Dulce gemeu e falou:
- Filho, sinto tanta dor!”
Mais uma vez Lucas ficou sem saber o que falar. Se sentou ao lado da mãe e de repente falou:
- Mamãe, quando doer, aperte minha mão e vou dizer: “eu te amo!”
Esta cena se repetiu muitas vezes durante os dois anos seguintes, até sua morte.
LIÇÃO DE VIDA:
Nós nunca sabemos quando virão os momentos em que seremos testados.
Mas, quando chegarem, e com quem quer que você esteja, ofereça o ritual do amor da mãe de Lucas: “quando doer, aperte minha mão e vou dizer, eu te amo!”


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